Falar inglês vai mudar a sua vida

Eu tive o enorme privilégio de aprender inglês desde os quatro anos. De ser alfabetizada em inglês e português ao mesmo tempo, de descobrir minha paixão por idiomas desde muito cedo e poder fazer disso grande parte da minha identidade.

Mas eu também tive o interesse de continuar estudando por conta própria quando minha mãe não podia mais pagar; de começar minha carreira aos dezoito anos em uma escola de idiomas de bairro, aprendendo tanto quanto ensinando; a curiosidade de ver o mundo com outros olhos.

E isso mudou minha vida.

Falar inglês me trouxe mais alegrias do que eu jamais poderia contar, e nas coisas às quais muita gente não dá valor. Fazer amigos em todos os cantos do mundo tem sido a mais recompensadora delas.

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Hoje eu me considero uma cidadã do mundo sem nunca ter morado no exterior. Tenho amigos canadenses, americanos, ingleses, nigerianos, húngaros, cingapurianos… Trago comigo todas as histórias que me contaram, os costumes que me ensinaram, assim como eles também levam consigo um pedacinho do Brasil que eu lhes dei.

Isso também me trouxe uma visão de mundo muito mais ampla, curiosa e tolerante, com maior aceitação de outras culturas e em uma posição de aprender mais do que ensinar. Me mostrou o quanto eu ainda quero conhecer. Quanto mais idiomas eu falo, mais mundos eu conheço.

Há anos tenho a honra de ajudar sabe-se lá quantas pessoas a se comunicar em um outro idioma, seja em viagens, no trabalho ou por realização pessoal. Ajudo a mudar vidas. Aprendo a cada dia a ver o mundo com os olhos de quem ainda o está descobrindo.

Tenho acesso a informações, artigos, livros e filmes que demoram a ser traduzidos para o português. Isso me dá fontes inesgotáveis de sabedoria antes das outras pessoas – e me sinto na obrigação de compartilhá-las.

Em viagens para países de língua inglesa, não corro o risco de comprar algo que eu não queira, nem pedir algo errado em um restaurante, muito menos ficar presa na Imigração. Tampouco me perder no aeroporto. Recebo atendimento muito mais atencioso, cordial e paciente.

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Também consigo ajudar outros brasileiros que não têm tanta segurança para falar. Viajo de maneira independente, com muito mais segurança e menos medo de me perder, mesmo que esteja ali pela primeira vez. Tenho menos problemas durante a viagem e quando os tenho, resolvo rapidamente.

Quando cogitei ser comissária de voo, o idioma era o maior problema para os estudantes do curso; eu já estava um passo à frente. Se eu quisesse seguir uma carreira corporativa, teria cargos e salários mais altos.

Quando conheci meu ídolo, um músico, consegui conversar com ele por alguns poucos minutos sem gaguejar, sentir vergonha ou ser indelicada sem querer por não entender as diferenças entre nossos costumes.

Estudos recentes mostram que, por eu falar mais de um idioma, minhas chances de ter doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson serão adiadas em cinco anos ou mais. Meu cérebro também tem aumentada a sua capacidade de resolver problemas e trocar de atividades mais rapidamente, assim como a concentração e a seleção de informações relevantes.

Hoje, falar inglês fluentemente é sem dúvida grande parte de quem eu sou. Minha essência foi moldada também pelas experiências que tive por saber outro idioma, por ter contato com outras culturas, outros mundos completamente diferentes do meu, ainda que sem sair de casa.

Como vai mudar a sua?

Ninguém vai me entender!

O medo de não ser compreendido ao falar inglês ou escrever um email ou uma mensagem é quase que universal. Praticamente todo estudante de um outro idioma tem pavor de esquecer um auxiliar no meio da frase, não lembrar a palavra certa ou pronunciar de um jeito estranho.

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É óbvio que é muito importante ser o mais preciso possível, especialmente quando se trata de uma apresentação importante, um evento corporativo ou a redação de um contrato. Para isso, preparar-se com antecedência não só é importante; é fundamental.

Aprenda frases prontas no começo

Se seu medo vem da sensação de que ainda não está pronto para pensar em inglês e construir suas próprias ideias porque falta vocabulário, aprender frases prontas no começo como por exemplo para falar de si mesmo, pedir refeições ou até informações ajuda muito a ter mais segurança porque você não vai duvidar de si mesmo.

Praticar essas frases o máximo que puder garante mais confiança e disposição para falar desde o começo do seu aprendizado.

O app English Conversation Practice tem muitos diálogos com frases prontas e exercícios para você se colocar no lugar de um dos interlocutores.

Crie scripts 

Outro dia deixei no feed do meu Instagram uma dica de ouro: prepare scripts do que você vai precisar ou quer falar. Vai viajar? Prepare conversas que você pode ter na imigração, no aeroporto, no saguão do hotel, nos restaurantes, nas lojas, no Uber… Treine no gravador do seu celular até sentir segurança no que está pronunciando.

Vai atender telefonemas de estrangeiros? Prepare scripts sobre como anotar recados, transferir ligações, reagendar reuniões, etc. Pratique o máximo que puder; quando as situações acontecerem, você já estará preparado para a maioria delas e não precisará confiar na sua memória – que possivelmente vai falhar se você não usa aquelas palavras/frases há muito tempo.

Fale mais devagar

Muitos alunos ouvem filmes, músicas e videos e têm a falsa impressão de que para falar inglês bem é necessário falar rápido. A vontade de imitar os nativos faz com que nos atrapalhemos, porque o que acontece muitas vezes com quem ainda não tem muita prática é que acaba “comendo” alguns sons ou até palavras, e isso pode prejudicar o entendimento do interlocutor.

Policiar o nervosismo e falar mais devagar (mas com ritmo natural) é uma ótima maneira de começar a criar mais confiança, porque você tem mais certeza de que será entendido. O mais importante é ser compreendido, não falar igual um nativo. 

Para as três técnicas, o uso do gravador do seu celular é de ajuda inestimável. Treinar a pronúncia das palavras, a intonação de perguntas e a cadência das frases é indispensável para falar bem.

Portanto, criar coragem de falar não é algo que acontece da noite para o dia. Mas com essas três práticas, o treinamento direcionado vai ajudar a ter confiança muito mais rápido.